Ecossistema

VTEX Day 2026 - Dia 1: O avanço da IA na operação do varejo

16 de abril de 2026  •  3 min. de leitura

IA na prática exige mais do que implementação

A palestra “AI na prática: ampliando horizontes do consumo”, apresentada por Felipe Azevedo, CEO da LG Lugar de Gente, Leandro Marçal, Diretor de Tecnologia do Bradesco, e Robledo Castro, VP de TI da Pague Menos, trouxe uma discussão direta sobre o uso da IA dentro das empresas. O foco saiu do teórico e foi para aplicações concretas, como:

- produtividade;
- automação de fluxos;
- apoio à decisão.

Um dos principais pontos foi a adoção gradual e coletiva. Em empresas maiores, IA sem critério gera ruído. Com contexto, vira ganho operacional.O exemplo do Bradesco deixa isso claro: o assistente virtual já resolve 87% dos atendimentos ponta a ponta e também apoia o time interno, facilitando o acesso a regras de negócio e acelerando a rotina.

Aqui, a IA não aparece como inovação. Aparece como eficiência.
Outro ponto importante é que o uso não está mais restrito à tecnologia. Ele já alcança:

- stakeholders;
- investidores;
- tomadores de decisão.

E isso muda o papel da IA dentro das empresas: de ferramenta para operação para ferramenta de decisão.

Agentic Commerce muda a lógica da jornada

A palestra “O papel das Retail Media Platforms na era do Agentic Commerce”, com Geraldo Thomaz, Fundador e Co-CEO da VTEX, Andre Fatala, VP do Magalu, e Leandro Neves, CEO da VTEX Agentic CX, trouxe uma mudança importante de perspectiva sobre o papel da IA no varejo.

Se pela manhã a discussão estava mais concentrada na eficiência interna, aqui o foco foi a jornada de compra.

O conceito de Agentic Commerce parte de uma ideia simples, mas profunda: a decisão já não acontece apenas entre consumidor e plataforma. Agentes passam a fazer parte desse processo, influenciando recomendações, conexões e escolhas ao longo da jornada.Na prática, isso impacta diretamente:

- como produtos são recomendados
- como marcas ganham visibilidade
- como a conversão acontece

Aqui está uma versão intermediária, que mantém a profundidade dos argumentos sem ser tão extensa quanto a original: a conexão entre agentes torna a estruturação de dados um diferencial competitivo, onde a disputa migra da atenção para a capacidade de interpretação.

Contudo, a IA não elimina falhas operacionais: ela as evidencia. Uma recomendação inteligente perde o valor diante de um checkout com fricção ou de uma jornada de compra fragmentada. Nesse cenário, a neutralidade dos agentes torna-se um fator crítico de confiança, já que decisões enviesadas comprometem a credibilidade da marca.

Esse ajuste é urgente, visto que a projeção de que 40% do tráfego da internet será composto por bots transformará radicalmente a forma como o varejo gera demanda e converte vendas.

IA, operação e contexto

O primeiro dia do VTEX Day 2026 mostrou que a IA já deixou de ser só tendência. Ela está entrando de vez na operação das empresas.Mas o ponto principal não é só usar IA. É ter estrutura para que ela funcione de verdade. Sem dados conectados, contexto e processos bem organizados, a tecnologia até entrega respostas, mas não necessariamente gera resultado.

No fim, o que ficou claro ao longo das palestras é que a IA só faz diferença quando vem acompanhada de base, clareza e aplicação real.

O começo está na estrutura

Se a operação ainda parece fragmentada e os dados seguem espalhados, o primeiro passo não é buscar mais complexidade. É organizar a base.Porque, antes de falar em IA, é preciso garantir que a operação esteja pronta para transformar dado em decisão.

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